domingo, 1 de janeiro de 2012

Etíope quebra hegemonia de Quênia e Brasil e vence São Silvestre masculina

Debaixo da forte chuva em São Paulo, a São Silvestre masculina também terminou melhor para os africanos, que dominaram todo o pódio
 Etíope quebra hegemonia de Quênia e Brasil e vence São Silvestre masculina
Vencedor Bekele se emociona ao cruzar a linha de chegada
Todas as atenções da São Silvestre masculina estavam voltaras para os atletas do Quênia e do Brasil, mas foi um etíope que acabou dominando a prova e acabando com a hegemonia dos dois países na corrida deste sábado. Debaixo de chuva, Tariku Bekele sobrou e chegou ao final do novo trajeto da São Silvestre depois de 43 minutos e 12 segundos - quase batendo o recorde de Paul Tergat, que fez o percurso antigo em 43'12'', em 1995.

Em segundo lugar, chegou o queniano Mark Korir, que sequer chegou a ameaçar o domínio de Bekele durante a prova. Matthew Kisorio, também do Quênia, completou o pódio que, assim como no feminino, foi todo africano. Considerado favorito, Martin Lel chegou apenas em quarto.

O primeiro brasileiro a cruzar a linha de chegada foi Damião Souza, que ficou em sétimo lugar. Marílson dos Santos, vencedor da prova em 2010 e favorito à vitória neste ano, acabou ficando apenas com a oitava colocação.

Com o resultado, a Etiópia vence a São Silvestre pela segunda vez. Assim, Quênia permanece como o maior vencedor da história, 12 títulos, um de vantagem sobre o Brasil.

A Prova - A disputa da elite masculina foi iniciada às 17h27, junto com o todo o público e seus personagens. O queniano Mark Korir foi o destaque do início da disputa e partiu para impor um ritmo forte.

Na passagem pela Rua Major Natanael, na região do estádio do Pacaembu, os representantes encontraram uma chuva mais forte. Hafid Chani, do Marrocos, comandava o grupo da ponta que também tinha os brasileiros Marílson Gomes dos Santos e Damião de Souza.

No fim da Avenida Pacaembu, os africanos começaram a apertar o ritmo. Matthew Kisorio estava à frente em um grupo com quatro africanos. Os brasileiros já amargavam cerca de 100 metros de desvantagem.

No sétimo quilômetro, quatro africanos se consolidaram na frente: os quenianos Mark Korir, Matthew Kisorio e Kibet Ducan, além do etíope Tariku Bekele. Marílson Gomes dos Santos continuava perdendo terreno e tinha 120 metros de desvantagem.

Ao integrar a Avenida Rio Branco, Tariku Bekele encontrou uma chuva muito forte, contudo começou a ganhar espaço em relação aos quenianos. O etíope aparentava tranquilidade em relação à estratégia.

Tariku Bekele alcançou o décimo quilômetro com 28min30 de prova. O africano mantinha entre 19 e 20 km/h antes da subida da Avenida Brigadeiro Luis Antonio. E, a partir, apenas administrou a vantagem para cruzar sem dificuldades, com o tempo de 43min35.

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