segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Candidatos ao sucesso no mundo do rock em 2012

Colunista do New York Times aponta bandas que podem estourar neste ano




Christopher Owens, da banda Girls, durante um show em Nova York, em setembro de 2011 Foto: Chad Batka / New York Times

Não se desperem, roqueiros. Nem tudo está perdido. Só porque as grandes bandas têm resistido a novas ideias por muitos anos, isso não significa que elas não estejam surgindo. Em meio aos saudosistas dos anos 90 e os dinossauros do rock, há várias microcenas que podem ser alçadas ao mainstreamcaso alguma gravadora queira reconstruir sua imagem em 2012. Aqui vão algumas opções promissoras.
College Rock 2.0
Hoje eles provavelmente seriam conhecidos como “blog rock”, ou "o que hispters ouvem", ou “aquilo que conheci no Pitchfork” - o que significa que bandas entram nessa categoria mais por audiência e arco de distribuição similares, do que pelo som. O melhor exemplo de 2011 foi "Helplessness Blues" do Fleet Foxes, um álbum exuberante, rústico e irritante que poderia facilmente ser catapultado para públicos maiores. O mesmo serve para o disco homônimo de Bon Iver, um álbum dolorosamente belo, completo e solitário, que mostra a capacidade do cantor e compositor Justin Vernon de lidar com sentimentos grandiosos, mesmo em canções pequenas.
Mas o som mais adaptável e maleável provavelmente vem da banda Girls, cujo segundo álbum, "Father, Son, Holy Ghost", foi um grande avanço em relação ao trabalho de estreia. Mas o frágil vocalista do grupo, Christopher Owens, está perto demais de um Kurt Cobain dos tempos modernos.
Warped Tour Adulta
Em nenhum outro lugar a alma do rock foi colocada em questão como na Warped Tour, o carnaval de punk rock e esportes radicais que acontece todo ano desde 1995 nos EUA e Canadá. No passado, ele já foi a plataforma de lançamento do emo e recentemente abraçou as variantes do post-hardcore, assim como o emergente mundo do electro-punk, no qual a parte punk não é mais pesada do que qualquer coisa que você possa comprar num shopping center.
Ainda assim, essa cena produziu algumas bandas interessantes. A assumidamente juvenil Brokencyde ou a Never Shout Never atualizam o minimalismo emo com elementos eletrônicos e folk. A melhor banda nesse grupo pode ser Breathe Carolina, que no disco "Hell Is What You Make It" faz canções punk fantasiadas de hinos rave.
Metal e seus muitos afluentes
Uma das mais inesperadas presenças na parada rock da Billboard é a Five Finger Death Punch, um grupo de metal cujo novo álbum "American capitalist" estreou em segundo lugar na parada de rock e em terceiro na geral. Não traz os músicos mais habilosos nesse estilo, mas eles cativam pelo apetite por música pesada.
De qualquer maneira, a ampla categoria do metal tem sido a mais criativa do rock nos últimos cinco anos. O Black Metal está testando seus limites com bandas como Liturgy, cujo álbum "Aesthethica" está entre os melhores de 2011, e a cena tem um número cada vez maior de selos pequenos e inovadores. O subgênero do deathcore mistura agressividade técnica e climas sombrios e traz algumas das mais vibrantes apresentações ao vivo da atualidade, de bandas como Suicide Silence, Despised Icon e Whitechapel.
Dubstep
Aqui a definição tradicional de rock é jogada pela janela. O que o hair metal foi nos anos 1980 e a dance music nos anos 1990 é o dubstep hoje - especialmente a versão oferecida pelo premiado Skrillex. Esqueça o mal-sucedido flerte do Korn com o gênero na tentativa de volta com seu último álbum, "The Path of Totality". O intrigante na rápida ascendência do dubstep é como ele se separou de suas raízes como um subgênero britânico virando uma música global, seja nos sons de Flux Pavilion e Nero, ou através dos samplers de rappers americanos.
O mais impressionante é que o dubstep já alcançou uma popularidade em apresentações ao vivo que o hip-hop ainda tem dificuldade em conseguir, mesmo após três décadas de história. Eles estão tentando ocupar as arenas do futuro, assim que aqueles caras com guitarras deixarem algum espaço.


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