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Ex-diretor da Petrobras delatou à PF deputados, senadores e governadores.
Em depoimentos, disse que eles recebiam propinas de contratos da estatal.
Líderes da oposição no Congresso informaram neste sábado (6) que pretendem levar para a CPI mista da Petrobras as denúncias do ex-diretor de Refino e Abastecimento Paulo Roberto Costa, que em depoimentos à Polícia Federal delatou dezenas de senadores e deputados federais de três partidos (PT, PMDB e PP), governadores e um ministro como beneficiários de um esquema de pagamento de propinas
com
dinheiro de contratos da estatal.
O líder do PPS, deputado federal Rubens Bueno (PR), anunciou que pedirá na próxima segunda-feira uma "reunião de emergência" da CPI. Ele afirmou que também pretende solicitar, por meio da CPI, cópia dos depoimentos que Costa prestou a policiais federais e a procuradores da República.
O deputado Mendonça Filho (PE), líder da bancada do DEM, disse que requisitou à assessoria jurídica do partido uma avaliação de medidas a serem tomadas. Segundo o deputado, o caso poderá ser discutido na próxima quarta-feira (10), quando está prevista uma reunião da comissão para ouvir o depoimento de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras. A CPI investiga principalmente supostas irregularidades na compra pela estatal da refinaria de Pasadena, no
Texas
(EUA).
O deputado Fernando Francischini (PR), líder do Solidariedade, afirmou que vai protocolar na quarta-feira, durante a sessão que ouvirá Nestor Cerveró, um requerimento solicitando que a CPI reivindique acesso aos depoimentos de Paulo Roberto Costa ao Ministério Público Federal. Na avaliação do parlamentar, o material de Costa pode mudar os rumos da comissão parlamentar. "[O eventual acesso aos depoimentos de Costa] amplia a potência da CPI mista de alcançar pessoas poderosas. Sem esses depoimentos, continuaremos sem foco. Essa história vai virar o mensalão 2", declarou.
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