quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Madrugada de Muita Correria na Feira Da Madrugada

Manifestantes prometem que retomarão os protestos durante a noite. Uma reunião foi marcada na Prefeitura para discutir a situação dos camelôs

Policiais durante manifestação de camelôs no centro de São Paulo
A tensão entre manifestantes e policiais espalhados pelas ruas do Brás, na região central de São Paulo, diminuiu por volta das 12h30 desta quarta-feira. No fim da manhã, a região da Feira da Madrugada, palco de protestos protagonizados por camelôs proibidos de trabalhar desde terça-feira, retornava à normalidade. As lojas ergueram as portas e o trânsito voltou a fluir. A Polícia Militar, contudo, continua no local.
Policiais dispersam manifestação de camelôs no centro de São Paulo

Os vereadores José Américo Dias (PT) e Adilson Amadeu (PTB) apareceram ao lado de Leandro Dantas, líder do Sindicato dos Camelôs Independentes de São Paulo (Sindcisp), para endossar a causa dos manifestantes. “Essa operação de repressão é ilegal”, disse Américo. “O Brás é um ponto turístico, vamos negociar para que os camelôs trabalhem até o fim do ano sem obstáculos”.
Amparado pelos aplausos de cerca de trezentos manifestantes, Américo anunciou que ele e o vereador Adilson Amadeu se reunirão com Maluf Rezek, assessor especial do prefeito Gilberto Kassab, e Ronaldo Camargo, secretário de Coordenação das Subprefeituras, para discutir a normalização da situação dos camelôs. O encontro ocorrerá às 15h30, na sede da prefeitura, no Viaduto do Chá.
Américo informou ainda que a repressão aos vendedores ambulantes foi conduzida, em parte, por policiais que integram a chamada Operação Delegada, que, segundo o vereador, é formada por policiais que em momentos de folga prestam serviço à Prefeitura. “A Lei da Operação Delegada impede que esses policiais, que fazem bico oficial, pratiquem a repressão de massas”, afirmou Américo.
Os Ambulantes que circulavam pelas ruas Oriente e Monsenhor Andrade se dispersaram, mas prometeram voltar à meia noite. “Agora todo mundo vai descansar”, avisou Leandro Dantas. “Depois, vamos voltar. Queremos voltar a trabalhar das 2 às 6h30 da manhã”. Os camelôs que se concentravam em frente à Feira da Madrugada no fim desta manhã repetiam sempre a mesma frase: “Queremos voltar a trabalhar”. Samuel Batista, 33 anos, há quase 10 como proprietário de uma barraca na rua Monsenhor Andrade, integrava a multidão. “Se a Prefeitura mandasse a gente pagar uma taxa para poder ficara aqui, nós pagaríamos”, disse. Os colegas de trabalho concordaram.

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