RIO - Quatro meses após assumir o mandato de deputado federal, Tiririca (PR-SP) apresentou seus primeiros projetos na Câmara, dois deles ligados à educação. No primeiro, o deputado mais votado do Brasil pede a alteração da lei que institui a Política Nacional do Livro, para criar o "Vale-Livro". O benefício seria destinado aos alunos matriculados nas instituições públicas de ensino infantil, fundamental e médio e teria o valor definido pelo Poder Executivo.
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Num segundo projeto, Tiririca pede autorização da União para instituir o Programa Bolsa Alfabetização. Seria uma plano de incentivo financeiro, que será fixado no valor mínimo de R$ 545, para cada adulto com idade superior a 18 anos que cumprir, com sucesso, programa de alfabetização, durante o período de seis meses. Durante a campanha, a revista "Época" publicou uma reportagem em que falava das suspeitas de que Tiririca seria analfabeto . Depois da denúncia, Tiririca teve que fazer um teste para provar que sabia ler e escrever.
Hoje, o parlamentar faz parte da Comissão de Educação e Cultura da Câmara e optou por apresentar todos os seus três projetos nestas áreas, já que a terceira proposta está ligada à cultura. O projeto pede a alteração da lei que dispõe sobre a organização da assistência social, para criar programas de amparo às pessoas e famílias que exercem atividades circenses e de diversões itinerantes. Antes de se tornar um comediante conhecido, Tiririca trabalhou no circo.
As três propostas foram entregues à mesa na semana passada e aguardam despacho do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).

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